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Categoria: Mato Grosso do Sul
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Publicado em Quarta, 22 Fevereiro 2012 13:13
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Escrito por campograndenews.com.br
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22/02/2012 12h39
Para Dom Dimas, índice elevado de vítimas de acidentes de trânsito é um dos fatores que contribui para o afogamento do SUS
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Fernando da Mata
Dom Dimas durante entrevista coletiva (Foto: Marlon Ganassin)
Quando o assunto é saúde no Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde) é um dos principais aspectos destacados, com os pontos positivos e deficiências. Na CF (Campanha da Fraternidade) deste ano sobre saúde pública, não poderia ser diferente.
O lançamento da CF foi feito pela Igreja Católica, nesta Quarta-Feira de Cinzas (22), com o lema ‘Que a saúde se difunda sobre a terra’. Em entrevista na sede da Arquidiocese de Campo Grande, o arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa destacou que a sociedade brasileira deve lutar pelo SUS.
“Temos que levá-lo a cumprir sua finalidade, que é de saúde para todos, de tratar os desiguais de maneira igual”.
Para o arcebispo, o índice elevado de vítimas de acidentes de trânsito é um dos fatores que contribui significativamente para o afogamento do SUS, especialmente em Campo Grande.
“Uma pessoa que sofre acidente de moto, por exemplo, entra no sistema e não sai mais. Ela passa a ser paciente permanente”, detalhou.
Além das questões estruturais, Dom Dimas reforçou que também deve haver esforço coletivo para promover uma saúde de melhor qualidade no país. O que exige conscientização do Governo em relação às condições precárias de muitos hospitais e mobilização da sociedade civil para reivindicar melhorias.
“A Campanha da Fraternidade não traz receita de bolo, mas faz a comunidade refletir, analisar a realidade e levar a gestos concretos”, ressaltou Barbosa, lembrando também que a saúde indígena terá atenção especial em Mato Grosso do Sul.
Mapeamento - O arcebispo de Campo Grande relatou que a Igreja começou, no ano passado, um mapeamento da saúde na Capital, nos hospitais, postos de saúde, unidades prisionais, recantos para idosos e Uneis (Unidades Educacionais de Internação).
“Objetivo é avaliar o que existe, o que não existe e fazer capacitação para atuar”, pontuou Barbosa. A partir da conclusão do mapeamento, serão listadas as prioridades para melhoria na saúde em Campo Grande e encaminhadas para as autoridades.
Também dentro do projeto da Arquidiocese para a CF, estão agendados três eventos para o debate sobre a saúde com a sociedade civil.
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